terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Voto aos 16 anos

Este ano teremos eleições. O povo vai às urnas para eleger os Prefeitos municipais e os Vereadores. Na democracia, o direito ao voto é a nossa principal “arma”, com ela, podemos conceder um mandato àqueles que acreditamos serem os melhores para representar a nossa opinião no parlamento e no executivo. Vejam bem: O político representa a nossa forma de pensar. Somos nós que decidimos quem VAI ou NÃO, ocupar uma função pública em nosso nome. EU escolho, EU voto, EU me responsabilizo pela escolha. Quando ficamos descontentes com o comportamento daqueles que elegemos, temos a oportunidade, de corrigir nosso erro, nas próximas eleições. Como? Primeiro NÃO votando nele novamente. Segundo: Escolhendo outro candidato. Sim, pois se ficamos desiludidos, indignados, e optamos por votos nulos e brancos, acabamos não corrigindo, pois nossa omissão, muitas vezes ajuda àqueles que nos decepcionaram, pois se o voto não vai outro candidato, ele acaba se reelegendo. O maior castigo para o mau político é fazer menos votos do que na eleição anterior, e ver outro político, principalmente novo, ocupar o seu lugar.
Sempre valorizei o meu voto, e fiz questão de escolher bem. Sinto-me recompensado pelo capricho, pois, quase não tive decepções com meus votos, nas vezes que consegui ver meus candidatos eleitos.
Essa foto, da minha filha Renata, enviei para o Presidente Lula, com um pedido: "Espero que você não me envergonhe, perante minha filha, por este gesto. Que ela possa se orgulhar de ter participado comigo deste momento histórico". Tempos depois recebi uma carta, do então Presidente da República, LULA, que terminava assim: "Mais uma vez, agradeço a você e faço um convite para que continue acreditando e participando cada vez mais da construção do país que todos sonhamos" - Lula. Não me envergonhei de meu voto e continuo acreditando e participando da construção de um país melhor. 

Este ano, minha filha caçula, Renata, completa 16 anos e votará pela primeira vez em seu próprio nome. Ela sempre me acompanhou nas votações. Quando pequenas, as minhas três filhas iam comigo votar, devidamente trajadas e decoradas com a propaganda de meus candidatos. Criança adora essa festa da democracia que é a eleição. Eu mesmo guardo a lembrança das eleições de 1978, quando criança, que eu corria pelo bairro, catando santinho para minha coleção. O nosso candidato tem de nos orgulhar e não pode envergonhar nossos filhos. Quando jovem, no movimento estudantil, lutei pela aprovação da emenda constitucional que garantiu o voto aos 16 anos. A emenda é de autoria do Ex-Deputado Federal Hermes Zanetti (Que se filiou a poucos meses no PSB). Zanetti foi Presidente do CPERS e é uma importante liderança gaúcha. Nossa geração conquistou muitas coisas e o voto aos 16 anos é uma das conquistas de relevância. Vínhamos de um período de limitada democracia, de eleições indiretas para Presidente da República (A primeira eleição direta para Presidente, após a ditadura, aconteceu em 1989, já com o direito de voto aos 16 anos) e poder soltar o grito que estava preso em nossa garganta era o que nossa juventude almejava. Essa luta, da qual participei ativamente, é o que concede a minha filha Renata, e outros milhares de jovens, o direito cidadão de escolher, de forma democrática, os seus representantes.

Por Serginho Neglia
Blog do Serginho Neglia: http://testemunhaocular-blog.blogspot.com

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