terça-feira, 4 de março de 2008

Mágoa no PDT

O leque de alianças na campanha de Manuela DÁvila (PC do B) à prefeitura de Porto Alegre, agora com o PSB e o PR formando um bloco formal, sofreu a primeira baixa.
O deputado federal Vieira da Cunha (PDT), com quem o PC do B e o PSB vinham conversando, considerou um "ato de desconsideração" o anúncio público encabeçado na semana passada pela dupla, sem sequer um telefonema.
Ontem, em um almoço na Fiergs, Vieira se encontrou por acaso com o presidente do PSB, Beto Albuquerque. Vieira se incomodou com o comentário despreocupado de Beto, convidando para conversar. Respondeu que, agora, qualquer aliança está impossibilitada.
- Eu sempre fiz questão de estarmos juntos, mas sem a imposição de candidato por parte de nenhum partido. Respeito a opção deles, mas não posso desejar sucesso - disse Vieira.
No fim de semana, o pedetista marcou reuniões com o PP (foto) e o PSDB, que ocorreram ontem, e agora sonha com um bloco PDT, PSDB, PPS e PP. Os quatro devem se encontrar na semana que vem.

Noiva exigente

Embora o PPS aceite conversar com o PDT de Vieira da Cunha e o PSDB de Nelson Marchezan, a negociação corre o risco de travar já que ambos deputados querem encabeçar uma chapa.
O PC do B, de Manuela DÁvila, também não abre mão da cadeira de prefeito, mas o caso dela "é diferente", diz o presidente municipal do PPS, Paulo Odone, que acredita mais no potencial eleitoral da comunista.
Já a negociação entre o PPS e o PP teria mais chances de vingar, já que se trataria de uma aliança com menos condicionamentos. Mas todos os cenários vão por água abaixo se José Fogaça conseguir convencê-los a permanecer na prefeitura.

Fonte: Zero Hora, 04 de março de 2008, em Coluna Rosane de Oliveira, Pg. 14

Nenhum comentário: