segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ato com mil pessoas lançou Bloco de Esquerda no RS

Com o auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa lotado, ocorreu em 17/09/2007, o ato de lançamento do Bloco de Esquerda no Rio Grande do Sul. Cerca de mil pessoas, entre lideranças e militantes dos partidos que formam o grupo (PDT, PSB, PCdoB, PRB, PMN e PHS), acompanharam os discursos dos líderes nacionais e estaduais, que exaltaram o papel estratégico do Bloco, tratado como ''reencontro histórico'' das siglas, que possuem história comum em defesa dos interesses nacionais, do desenvolvimento e da democracia.

O ato foi coordenado pelo presidente estadual do PDT, Matheus Schmidt e contou com a presença de lideranças nacionais, como o deputado federal Ciro Gomes (PSB); o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral e o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo. Os deputados dos partidos também marcaram presença. Entre eles os federais Manuela D'Ávila (PCdoB); Beto Albuquerque e Márcio França (PSB); Pompeo de Matos (PDT); e os estaduais Raul Carrion (PCdoB); Heitor Schuch e Miki Breier (PSB); e Adroaldo Loureiro, Gerson Burmann, Gilmar Sossella, Kalil Sehbe, Paulo Azeredo e Rossano Gonçalves (PDT). Também estiveram presentes o presidente estadual do PRB, Vital Dartola; o presidente do PHS no RS, Raul Plangg e Fábio Alves, presidente estadual do PMN.

Praticamente todos os pronunciamentos destacaram as lideranças históricas do campo progressista e da esquerda - muitas delas originárias do Rio Grande do Sul - que, no passado, lutaram por avanços no país, como Getúlio Vargas, Alberto Pasqüalini, Brizola, Luis Carlos Prestes, João Goulart, Osvaldo Aranha, Miguel Arraes e João Amazonas.

Para o vice-presidente do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral, o papel do Bloco é de organizar um programa nacional, de construção do Brasil e contra o neoliberalismo. O governo Lula, na opinião do socialista, não pode ser entendido como estação de chegada, mas sim como ponto de partida para o aprofundamento das mudanças que o país precisa.

Já o deputado Beto Albuquerque (PSB) destacou que neste momento difícil porque passa a política é preciso ter esperança. “Na democracia há somente conquistas e estamos aqui hoje para afirmar que acreditamos na política e na democracia. A política que seja capaz de melhorar a vida das pessoas e não a política da mentira, da enganação”.

Em sua fala, a deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB) evocou a garra dos Farrapos, comemorada na Semana Farroupilha, para defender o papel que o Bloco tem neste momento da vida política nacional. “Assim como fizeram os Farroupilhas, em sua luta pelos avanços no Brasil e pelos direitos do povo, deve ser o papel do Bloco de Esquerda”.

Outra expressão de peso no cenário nacional que se pronunciou foi o deputado federal Ciro Gomes. Utilizou os adjetivos ''imaginação e coragem'', para definir as qualidades que devem unir os partidos em torno do Bloco. ''Nosso desafio é construir os substantivos para buscar resolver as angústias por que passam o nosso povo''. Fez duras críticas ao neoliberalismo - que classificou de sistema complexo e perigoso - e aos prejuízos por conta da sua implantação no Brasil e na América Latina. Ciro ainda elencou avanços obtidos com o governo Lula e saudou a ousadia de Getúlio Vargas, a quem definiu como o ''construtor do Estado brasileiro''.


Eleições 2008

Quanto ao papel do Bloco para o pleito municipal do ano que vem, as várias manifestações deixaram claro o que já está expresso no manifesto: ''Os partidos que compõem o Bloco, resguardado suas autonomias na constituição das frentes eleitorais, darão prioridade neste momento à realização de alianças entre eles.”


O Bloco
O Bloco de Esquerda foi oficializado dia 20 de junho, em Brasília, e é hoje a terceira maior bancada na Câmara Federal. Através de um programa comum, os partidos do bloco têm o propósito de atuação parlamentar conjunta, com prioridade para alianças políticas nas eleições municipais de 2008. O Bloco contabiliza cinco governadores, 78 deputados federais e oito senadores. Na Assembléia Legislativa do RS, o bloco totaliza dez parlamentares (sete do PDT, dois do PSB e um do PCdoB), com cinco deputados na Câmara Federal (três do PDT, um do PSB e um do PCdoB).

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